Engajamento no trabalho no Brasil chegou ao menor nível da série histórica do estudo Engaja S/A: apenas 39% dos profissionais dizem estar engajados em 2025.
O dado é da pesquisa conduzida pela Flash em parceria com a FGV EAESP, divulgada em 2026, com mais de 5 mil respondentes em todo o país.
Isso significa que a maioria das pessoas está trabalhando sem real envolvimento.
E isso custa caro.
O impacto financeiro da queda de engajamento no trabalho
Segundo o estudo, a combinação de turnover e presenteísmo gera perdas estimadas em R$ 77 bilhões por ano, o equivalente a 0,66% do PIB.
Metade dos profissionais com baixo engajamento diz perder até duas horas de produtividade por dia por falta de motivação.
Duas horas por dia não parecem muito, não é? Mas multiplicadas por equipes inteiras, vira um número assustador (e muito triste).
A liderança também está menos engajada
O levantamento mostra que o engajamento caiu inclusive entre executivos e gerentes.
Quando a liderança perde energia e motivação, isso se espalha. Equipes tendem a refletir o clima de quem conduz.
Se quem define prioridades está exausto, o ambiente sente.
Saúde mental e engajamento no trabalho
Cerca de 1 em cada 5 trabalhadores diz conviver diariamente com ansiedade, insônia ou fadiga.
Entre profissionais com baixo nível de engajamento, essa frequência é três vezes maior.
Ou seja, existe uma relação clara entre saúde mental no trabalho e engajamento.
Não é apenas sobre gostar da empresa. É sobre ter energia para performar.
O que esses dados revelam
O estudo reforça que salário isolado não compensa clima ruim ou gestão desorganizada.
Confiança, previsibilidade e boas práticas de gestão aparecem como fatores decisivos.
Isso conversa diretamente com tudo o que temos discutido aqui no Endoverso:
- Burnout crescente
- Presenteísmo silencioso
- Absenteísmo como sintoma
Engajamento não cai do nada. Ele é resultado de cultura, liderança e organização do trabalho.
Ignorar isso é achar que o problema está nas pessoas, quando muitas vezes está na estrutura da empresa.
Onde entra a comunicação interna estratégica
Comunicação interna não cria engajamento sozinha. Mas influencia clareza, alinhamento e percepção de justiça.
Se prioridades são confusas, se mudanças não são explicadas e se metas são mal comunicadas, o desgaste aumenta. E quando o desgaste aumenta, o engajamento no trabalho diminui.
Empresas que monitoram o clima, interpretam dados e ajustam rotas antes do colapso reduzem impacto em turnover e presenteísmo.
Conclusão
Engajamento no trabalho no Brasil está em 39%, o menor nível da série histórica do Engaja S/A.
Não é um dado para assustar. É um dado para organizar. Porque engajamento não se resolve com discurso motivacional. Ele se constrói com clareza, gestão e ambiente saudável.
Se você ainda não leu nossos artigos sobre burnout no trabalho e absenteísmo e presenteísmo, dá uma olhadinha, vai!. Os dados mostram que tudo isso faz parte do mesmo cenário.
Se você precisa de apoio para fazer um diagnóstico da sua equipe, entre em contato com a nossa equipe! Temos um time preparado para te ajudar a aumentar o engajamento no trabalho, enquanto cuida da saúde mental de todos os seus colaboradores.

