Livro A coragem de não agradar como inspiração para profissionais de Comunicação Interna

Comunicação Interna: o que aprendi com A coragem de não agradar

Nem todo livro que muda a nossa forma de trabalhar fala sobre trabalho.

Foi exatamente isso que aconteceu comigo ao ler A coragem de não agradar.

Na verdade, ler é pouco. Eu já li esse livro duas vezes. Primeiro na versão digital, no Kindle. Depois comprei a edição física para a minha coleção. E gostei tanto da leitura que já o presenteei para algumas amigas.

Se você perguntar se eu recomendo, a resposta é simples: sim. Principalmente porque ele me fez enxergar a Comunicação Interna por um ângulo que eu nunca tinha considerado.

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O que um livro de psicologia tem a ver com Comunicação Interna?

Mais do que parece.

Um dos conceitos que mais me marcou é o da separação de tarefas.

Em outras palavras: nem toda expectativa do outro é responsabilidade sua.

Enquanto lia, comecei a pensar na rotina da Comunicação Interna.

Recebemos demandas de praticamente todas as áreas da empresa.

“Vamos fazer um comunicado?”

“Podemos criar uma campanha?”

“Dá para divulgar isso nos canais internos?”

É muito fácil responder “sim” para tudo.

Mas será que essa é sempre a melhor decisão?

Comunicação Interna também precisa fazer perguntas

Acredito que um dos papéis mais estratégicos da Comunicação Interna não seja produzir peças.

Seja ajudar as áreas a encontrar a melhor forma de comunicar.

Às vezes a resposta será uma campanha.

Às vezes um comunicado.

Às vezes um alinhamento com a liderança.

E, em alguns casos, talvez aquela informação nem precise ser comunicada para toda a empresa.

Isso não significa dizer “não” para as áreas.

Significa fazer perguntas antes de dizer “sim”.

Proteger a atenção também é comunicar

Existe uma frase do livro que ficou comigo:

“A coragem de ser feliz também inclui a coragem de não ser amado.”

No ambiente corporativo, adaptei essa ideia para outra reflexão:

A coragem de fazer uma Comunicação Interna estratégica também inclui a coragem de não transformar toda demanda em campanha.

Porque cada comunicado enviado disputa alguns segundos da atenção das pessoas.

E atenção é um dos recursos mais valiosos que temos dentro das empresas.

Quanto mais mensagens sem estratégia, menor tende a ser o impacto das mensagens realmente importantes.

Vale a leitura?

Na minha opinião, vale muito.

Mesmo não sendo um livro sobre empresas, liderança ou Comunicação Interna, ele traz reflexões que mudaram a forma como enxergo meu trabalho.

É uma leitura que recomendo para quem trabalha com Comunicação Interna, RH, liderança ou simplesmente quer desenvolver relações mais saudáveis no ambiente profissional.

Aliás, enquanto escrevo este artigo, A coragem de não agradar está com um dos menores preços que já vi durante o Prime Day da Amazon. Eu mesma nunca paguei um valor tão baixo por ele.

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Direto do tunel do tempo…

Há alguns anos atrás gravei um vídeo falando sobre este livro também. Faz bastante tempo, mas dá pra descobrir um pouquinho mais sobre ele!